Reiki e Aromoterapia no Sistema Único De Saúde

Por Equipe Triskel Vida • 20/02/2026

O Reiki foi incluído na política em 2017, enquanto a Aromaterapia passou a integrar o rol de terapias do SUS em 2018.

Reiki

O Reiki é indicado pelo SUS principalmente para auxílio no tratamento da dor, ansiedade, insônia e depressão. Para utilizar essas terapias, o cidadão deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Um profissional de saúde avaliará a necessidade e fará o encaminhamento para as sessões disponíveis na rede municipal.

 Embora aprovadas pelo SUS, há debates acadêmicos; enquanto alguns estudos mostram mudanças positivas na pressão arterial e estresse, outros apontam a necessidade de pesquisas com maior rigor científico para comprovação definitiva de eficácia.

Reiki Usui (ou Usui Reiki Ryoho) é um método japonês de canalização de energia vital através da imposição das mãos, criado por Mikao Usui em 1922. Diferente de massagens, o praticante atua como um canal para a “energia universal” (Rei) encontrar a “energia vital” (Ki) do receptor, buscando o equilíbrio físico, mental e emocional.

Como Funciona a Prática

Imposição de Mãos: O terapeuta posiciona as mãos suavemente sobre (ou próximo a) pontos específicos do corpo, como os chakras (centros energéticos), para liberar bloqueios.

No Brasil, o Reiki é reconhecido como uma Prática Integrativa e Complementar (PICS) e está disponível em diversas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

Aromaterapia

O tratamento com aromaterapia ocorre por meio da utilização de óleos essenciais — substâncias naturais e concentradas extraídas de plantas — com o objetivo de promover o equilíbrio físico, mental e emocional. A prática é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e faz parte das Práticas Integrativas e Complementares (PICS) oferecidas pelo SUS no Brasil. 

Acompanhamento Terapêutico

  • Anamnese: Conversa para entender as necessidades do paciente (insônia, ansiedade, dores, etc.).
  • Seleção de Óleos: Escolha baseada na composição química e propriedades farmacológicas da planta.
  • Plano de Tratamento: Definição da dosagem, frequência e melhor método de uso para o caso específico. 

Uso Tópico (Via Cutânea)

Os óleos são absorvidos pela pele e entram na corrente sanguínea. Nunca devem ser aplicados puros, pois podem causar queimaduras ou alergias.

  • Diluição: Devem ser misturados em “óleos carreadores” (como óleo de coco, semente de uva ou jojoba) antes da aplicação.
  • Massagens: Combinam os benefícios do toque com as propriedades dos óleos para alívio de dores musculares e estresse.
  • Escalda-pés: Imersão dos pés em água morna com óleos diluídos para relaxamento e redução de edemas. 

Integração nas terapias

Ansiedade (Efeito mais comprovado)

Os óleos essenciais atuam diretamente no sistema límbico, região do cérebro que controla as emoções. 

  • Ação: Redução de cortisol (hormônio do estresse) e auxílio na liberação de serotonina.
  • Óleos recomendados: Lavanda (padrão-ouro para relaxamento), Bergamota e Camomila

Depressão (Apoio ao humor)

A aromaterapia ajuda a atenuar sintomas leves e moderados, especialmente quando combinada com massagens ou TCC. 

  • Ação: Melhora o humor e a qualidade do sono, que costuma ser afetada na depressão.
  • Óleos recomendados: Ylang-ylangRosa e Alecrim (este último para vitalidade)

TDAH (Foco e calma)

Neste caso, os óleos são usados para aumentar o estado de alerta ou reduzir a hiperatividade. 

  • Foco e Atenção: O óleo de Vetiver e o de Alecrim mostraram resultados positivos em estudos pequenos para melhorar a performance cognitiva e a concentração.
  • Inquietação: Óleos como Cedro e Frankincense (Olíbano) são usados para “aterrar” e reduzir a agitação mental.